quinta-feira, janeiro 22, 2026

Estou profundamente tocado. ha um tempo atras eu havia relido o livro "O meu pé de laranja lima", de José Mauro de Vasconcelos e me relembrou muitas coisas da infancia. Não contente, li o "Vamos aquecer o Sol", do mesmo autor. Meu Deus...que coisa mais sensível e visceral ao mesmo tempo. Me vi totalmente nele, exatamente igual, com as mesmas fantasias que tanto me ajudaram a sustentar minha jornada. Fiz muitas correlações com o tempo que eu estudei na ETEFMC, e também antes, quando passei por varios tumultos da infancia, adolescencia e quase juventude. Fiquei muito sensibilizado pois a vida é muito sofrida e dura para os que são sensíveis. E isso eu sou muito. Coração está doendo aqui, quando ao final do livro o personagem parte de Natal e se despede de pessoas que fizeram parte daquele tempo... é tão tocante pra mim, não sei bem por quê. Apenas sinto um vazio, um não sei o que que me tirou do centro.

segunda-feira, dezembro 08, 2025

tenho hj 52 anos. é dezembro e a vida seguiu, ganhei dinheiro, tenho alguns bens. amei, desamei, sofri por isso. Náo quero mais. so queria era ter uma aparencia melhor pois sou feio.

segunda-feira, setembro 21, 2020

Depois de um tempo, cá volto eu para postar: Apenas para dizer que desafios sempre aparecem e que o ano ainda nao acabou. Muita coisa ainda vai acontecer e tudo vai dar certo. Embarque chegando e tudo vai dar muito certo.

quarta-feira, junho 20, 2018

sonho de hoje

Essa noite tive muitos sonhos. Sonhei que eu mais uma vez podia planar de um modo tao demorado e longinquo que era como voar. voei por muitos lugares, parecia que era uma cidade muito similar a Paris, mas com arvores imensas e predios com a mesma caracteristica dos de la porém mais altos. As ruas eram largas e parecia que a cidade estava em ruínas, porem ainda habitada. Pessoas com má aparencia pelas ruas, familias, crianças. velhos e adultos tentando viver naquele lugar bastante esquisito. Porem eu me sentia livre e saltava de sobre os edifícios e planava em direçao a onde eu queria ir. Sempre baixando e as vezes chegando a cair verticalmente mas apoiando nos galhos das arvores eu ia amortecendo a queda e era como um pouso. Para decolar bastava uns passos rapidos e um salto e la eu ia planando longe. A cidade estava sem sol mas era dia. Nao me recordo se eu cheguei a conversar com algumas pessoas dessa cidade, creio que sim, mas a minha missão era de busca. Parecia que eu buscava por alguem naquele emaranhado de lugares meio em ruínas, meio abandonado. Era uma cidade magnifica mas toda abandonada. Carecendo de manutençao. havia trincas, pedaços caindo, telhados caindo, montes de areia e pedras nas calçadas... Era triste ver. Eu nao sentia frio nem fome, apenas ia de la pra ca. Depois me encontrei com um amigo de muito tempo que mora em SP e fomos para um outro lugar, parecia um carnaval. Era meio lascivo mas foi um desfile imenso. Havia cores. Me lembro que essa parte do sonho demorou um pouco. Não me recordo exato quando voltei de la. Mas acordei tendo essas memorias recentes.

sábado, setembro 16, 2017

tanto a dizer...tanta coisa ocorrendo na vida. Tanto sofrimento causado talvez por açoes impensadas. Sou obrigado a viajar a trabalho e a ansiedade desses dias me prejudica muito, deixo de vivenciar coisas boas em função de me sentir mais seguro. Estou passando por um momento de recuperação fisica de uma cirurgia e estou evitando me expor e me movimentar. mas confesso, é duro essa sensação em que nao se sabe exatamente se tudo esta ok ou nao. Fiz tudo que tinha que ser feito e estou me cuidadando, o medico disse que está tudo bem. Mas a ansiedade me faz criar imagens que me derrubam o animo. vou confiar e tudo há de se restabelecer. Questão de tempo apenas, meu corpo é perfeito. é uma maquina biologica que se refaz e se recompoe, logo em breve estarei na minha melhor forma. creio em Deus e nos seres que me orientam e me guiam. Muitas descobertas ainda para serem feitas e muitos diálogos internos vao ocorrer para meu crescimento. Meu guia me auxilia, meu Deus me ilumina.

quarta-feira, julho 27, 2016

Ansiedade, o desabafo.

Ansiedade. algo que me faz sofrer. Um sofrimento interno, como uma criança que chora querendo a proteção da mãe. Sou essa criança 100% do tempo. Sofro por pouco, por nada, por muito, por nao saber, por saber demais, por dormir, por nao dormir, por ter que comer, por ter o que comer, por não ter o que comer, por não saber o que vestir, por saber o que vestir, por não querer me vestir, por querer só ficar quieto, por querer não ser mais quem eu sou. sofro por ser quem eu sou, pelos amigos que tenho e pelos que nao tenho. Por ser só. Por querer ser só, por morar só. Sofro por um minimo sintoma, uma pequena dor, um breve mal estar. Sofro imensamente pelas dores duradouras, pelas cicatrizadas. Pelo mundo como está, pelo mundo que deveria ser. Pela fome que passo, e pela fome que nao passo. Sofro quando tenho alguem, sofro quando nao tenho. É um sofrimento diario, que ao acordar ja me vem, me impede de levanter, me deixa ficar quieto so olhando o teto. Se tenho um compromisso, sofro por te-lo. Se não tenho sofro por nao te-lo. Sofro pelo vento frio que pode me fazer resfriar. Sofro pela onda linda do mar que pode me afogar. sofro pela bicicleta que pode me fazer doer as costas. Sofro pela casa que tenho, pela casa que tenho que limpar, pela casa que nao limpo. Sofro muito pelos meus pais que estão longe, sofro em pensar que eles podem estar sofrendo com minha ausencia. Sofro pelos momentos que não compartilho com meus irmãos, sofro que posso compartilhar. Voce não tem ideia do que é Ansiedade. E tenho que seguir dia a dia levando esse sofrimento. Sofro pelo que voce possa estar pensando agora quando le esse desabafo. sofro pois pode estar pensando que não é nada, que é coisa da minha imaginação. Sofro por ser imaginativo. Sofro quandos os pensamentos avultam maiores do que são. Sofro só de pensar em fazer alguem sofrer. Seja com palavras minhas, ou com algum pensamento meu. E nesse sofrimento as vezes faço sofrerem. 43 anos vividos carregando esse fardo. Eu queria saber a origem disso. Quem iniciou essa cadeia, quem fez a ação que causou a insegurança, o medo, a certeza de que algo ruim vai acontecer. A certeza de que o avião vai cair.Que a festa vai ser ruim, que o emprego vai piorar, que o mundo está para ficar cada vez pior. Sofro muito, vc nao tem ideia. Sofro pelo fato de não querer me relacionar para evitar sofrer. Sofro por nao querer fazer filhos para que eles nao sofram como eu sofro. Sofro muito, amigo. voce nao faz ideia. Abra meu facebook e veja minhas fotos. Há sempre olhos tristes em minha face. Sorrisos, só os muito discretos, quase mentirosos, pois por tras disso tudo há um monstro me arrasando, me moendo o corpo, me fazendo ter palpitações e vertigens. Mesmo nos momentos mais felizes, esse fardo me pesa. Não consegui ser feliz nas minhas formaturas, quase vomitei. Esse monstro que fazia me preocupar por que eu tinha que escrever minha monografia do mestrado, mas por me preocupar eu não conseguia escrever, e por nao conseguir escrever eu me preocupava. Não consigo me abrir, para não expor esse monstro corrosivo que vive dentro de mim. Não consigo ser melhor do que isso, e sofro.

segunda-feira, novembro 30, 2009

A última lembrança de um papagaio azul que meu cunhado fez pra mim é ele totalmente destruído pelo meu irmao mais novo, sem ao menos ele ter conhecido a felicidade que estar submerso numa brisa.